Uma participante da categoria Pessoa com Deficiência (PCD) do Festival Internacional de Pesca Esportiva (FIPE), em Cáceres, usou as redes sociais para denunciar a falta de acessibilidade e de segurança durante a pescaria do evento. Segundo ela, a estrutura oferecida neste ano repetiu os mesmos problemas registrados na edição anterior e não garantiu condições adequadas para os competidores com deficiência.
De acordo com o relato, os participantes precisaram descer por uma ribanceira sem estrutura segura para chegar ao local da prova. A competidora afirmou que a organização disponibilizou apenas um tablado para a pescaria, mas que a medida, por si só, não atende aos requisitos de acessibilidade. Ela também declarou que o espaço não oferecia segurança suficiente para pessoas com deficiência.
Participante diz que problemas se repetem
A denunciante afirmou que participou da edição anterior do FIPE e que encontrou praticamente a mesma estrutura neste ano. Segundo ela, a situação teria ficado até pior em alguns pontos. Além disso, relatou que, em 2025, encerrou a prova antes do tempo devido ao calor intenso e, nesta edição, os competidores pescaram sob garoa, sem cobertura.
Ainda conforme o depoimento, enquanto pessoas da organização utilizavam tendas para se proteger do sol e da chuva, os participantes PCD permaneceram expostos às condições climáticas. A participante questionou a diferença de tratamento e defendeu que a acessibilidade deve garantir conforto, segurança e igualdade de condições durante todo o evento.
Cobrança cita legislação de acessibilidade
Durante a manifestação, a competidora afirmou que continuará cobrando providências por entender que a estrutura não atende à Lei nº 10.098/2000, que estabelece normas gerais de acessibilidade, nem à norma técnica ABNT NBR 9050, que trata da acessibilidade em edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos.
Ela também revelou que, após a edição anterior do festival, colocou-se à disposição da Prefeitura de Cáceres para colaborar com melhorias na acessibilidade da pescaria. Entretanto, segundo a participante, nenhum representante entrou em contato para discutir possíveis adequações antes da realização desta edição.
Reclamação inclui idosos e alerta para riscos
Além das críticas voltadas às pessoas com deficiência, a participante afirmou que idosos também enfrentaram dificuldades para acessar o local da competição. Segundo ela, faltavam apoios e estruturas de segurança nas áreas de descida, aumentando o risco de quedas e acidentes.
Ao final do desabafo, a competidora declarou que continuará cobrando melhorias e afirmou que a discussão sobre acessibilidade não pode ocorrer apenas após um eventual acidente grave. Até o momento, o texto fornecido não informa manifestação oficial da organização do FIPE ou da Prefeitura de Cáceres sobre as reclamações apresentadas.
