Criminosos executaram Douglas da Silva Lara a tiros no início da noite desta sexta-feira (3), no bairro Vista Alegre, em Cáceres, a cerca de 220 quilômetros de Cuiabá. A Polícia Civil investiga o homicídio e trabalha, inicialmente, com a hipótese de que a execução tenha relação com a disputa entre facções criminosas que atuam na região. Logo após o crime, equipes da Polícia Militar, do Samu, da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e da Polícia Civil atenderam a ocorrência e iniciaram as diligências para identificar os autores.
Ataque aconteceu em esquina do bairro Vista Alegre
O ataque ocorreu por volta das 18h30, na esquina das ruas Begônias e Parauapebas. Testemunhas relataram que dois homens chegaram ao local em uma motocicleta antiga de cor escura. Em seguida, o passageiro desceu da moto, disparou diversas vezes à queima-roupa contra Douglas e matou o jovem. Logo depois, a dupla fugiu em alta velocidade.
Moradores acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) imediatamente. No entanto, quando a equipe chegou ao endereço, os socorristas apenas confirmaram a morte da vítima. A Polícia Militar isolou a área para preservar a cena do crime até a chegada da Politec e dos investigadores.
Família afirma que criminosos monitoravam a vítima
Durante o atendimento da ocorrência, familiares informaram aos policiais que integrantes de uma facção rival monitoravam Douglas havia pelo menos 24 horas. Segundo o relato, uma mulher passou várias vezes pelo bairro em um veículo prata enquanto filmava a rotina do jovem com um telefone celular.
Além disso, testemunhas descreveram os suspeitos. Elas afirmaram que o condutor da motocicleta usava camiseta branca, enquanto o passageiro, apontado como autor dos disparos, vestia camiseta preta. Agora, os investigadores analisam essas informações e procuram imagens de câmeras de segurança que possam ajudar na identificação da dupla.
Perícia recolhe droga e outros vestígios
Durante os trabalhos periciais, a equipe da Politec encontrou porções de substância análoga à maconha no bolso da calça de Douglas. Os peritos recolheram o material para análise e também apreenderam cápsulas de munição e outros vestígios encontrados na cena do crime.
Os investigadores utilizarão esses elementos para esclarecer a dinâmica da execução e reforçar as apurações. Até o momento, a Polícia Civil não confirmou a identidade dos suspeitos nem divulgou informações sobre a motivação definitiva do homicídio.
As investigações continuam. Quem tiver informações que possam contribuir com a identificação dos autores pode denunciar de forma anônima pelos telefones 197, da Polícia Civil, ou 190, da Polícia Militar.
