A Polícia Federal concluiu um laudo pericial contábil-financeiro que aponta distorções relevantes nos balanços da Unimed Cuiabá em 2022. O documento, parte de uma ação penal contra o ex-presidente Rubens Carlos de Oliveira Junior e outros ex-gestores, confirmou que um prejuízo superior a R$ 400 milhões foi transformado em um superávit de R$ 371,8 mil. Isso indica manipulação nos demonstrativos financeiros da cooperativa.
Laudo confirma fraude contábil
O relatório pericial, elaborado após uma investigação detalhada, reforça a tese de que os números apresentados não refletiam a real situação econômica da Unimed Cuiabá. As distorções identificadas são consideradas capazes de alterar completamente a percepção financeira da instituição, mascarando um cenário crítico.
Sigilo liberado nesta semana
O laudo foi finalizado em 29 de outubro de 2025, mas permaneceu sob sigilo até esta semana. Sua liberação o torna oficial nos autos da ação penal que investiga fraude contábil e possível gestão temerária. A perícia destacou que as inconsistências impactaram diretamente a tomada de decisões internas e a governança da cooperativa.
Impacto jurídico e na cooperativa
A divulgação do laudo intensifica o debate sobre a responsabilidade administrativa, civil e penal dos envolvidos. Especialistas apontam que a confirmação das distorções fortalece a acusação e pode levar a severas penalidades, pois o balanço fraudado influenciou assembleias e decisões estratégicas. O caso também levanta questões sobre transparência na gestão de cooperativas médicas.
Perguntas frequentes
A perícia encontrou distorções que mascararam um prejuízo milionário.
O sigilo foi levantado apenas nesta semana.
As conclusões fortalecem a acusação por fraude contábil.

