Situações inusitadas em audiências virtuais do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) reacenderam o debate sobre o decoro profissional. Em duas ocasiões distintas, advogados protagonizaram cenas de exposição indevida, gerando constrangimento entre os participantes e levantando questionamentos sobre a conduta ética no ambiente digital.
Advogada aparece sem blusa
Durante uma sessão, uma advogada apareceu sem blusa, com os seios expostos por alguns segundos. O incidente ocorreu enquanto ela já estava conectada, o que aumentou o impacto da situação. O tribunal, posteriormente, editou o vídeo para preservar a identidade da profissional.
Advogado surge de cueca
Em outro episódio, um advogado participou de uma audiência vestindo apenas um paletó e uma cueca vermelha. A imagem contrastou fortemente com a formalidade esperada para o ato processual. Assim como no caso anterior, a exposição foi percebida após o início da conexão, e o vídeo foi editado para proteger os envolvidos.
Regras éticas e responsabilidade
Especialistas ressaltam que, mesmo em audiências virtuais, as regras éticas da advocacia permanecem plenamente aplicáveis. A conduta dos advogados pode configurar violação ao decoro, prejudicando a imagem da profissão e contrariando normas do Estatuto da Advocacia e do Código de Ética. A dignidade profissional deve ser mantida em todas as circunstâncias, dada a responsabilidade pública inerente à atuação do advogado. Atitudes que desrespeitam a liturgia processual podem acarretar advertências, censuras ou penalidades mais severas, dependendo da gravidade.
Perguntas frequentes
Dois advogados se expuseram indevidamente durante sessões, um sem blusa e outro de cueca.
A conduta pode levar a procedimentos disciplinares e sanções pela OAB.
Formalmente, a OAB Goiás ainda não foi acionada, mas pode ser provocada a avaliar o caso.

