A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Cristo Rei, em Várzea Grande, virou alvo de críticas nesta segunda-feira (27/01) após pacientes denunciarem longas filas e dificuldades para receber atendimento médico. Entre os casos relatados, imagens mostram um homem, aparentemente com uma fratura no joelho, agonizando em frente ao local sem assistência adequada. A situação reacende discussões sobre a qualidade do atendimento público na cidade.
Pacientes enfrentam horas de espera e denúncias de descaso na UPA do Cristo Rei em Várzea Grande; VEJA VÍDEO pic.twitter.com/QzJ0LQGgme
— O Matogrossense (@o_matogrossense) January 28, 2025
Denúncias e cenas preocupantes
De acordo com relatos de pacientes que estavam na UPA, a unidade enfrentava uma sobrecarga evidente, com muitas pessoas aguardando atendimento por horas. Vídeos divulgados por quem estava no local mostram a UPA lotada, com pessoas sentadas no chão, deitadas no lado de fora e pacientes com quadros urgentes aparentemente sem atendimento.
Um dos relatos que mais chamou atenção foi o de um homem que, supostamente com uma fratura no joelho, permanecia em frente à unidade, visivelmente em dor e sem suporte médico. “Não tem médicos. Foram mandados embora. A situação é insustentável, e as pessoas estão sofrendo sem solução”, comentou um dos presentes, indignado com o cenário.
O que diz a Secretaria de Saúde
Diante das denúncias, a Secretaria de Saúde de Várzea Grande informou que o quadro clínico da UPA do Cristo Rei está completo, com três médicos clínicos e dois pediatras trabalhando na unidade. No entanto, a assessoria também confirmou que a unidade tinha 49 pacientes em atendimento no momento da denúncia.
A Secretaria informou que os pacientes classificados como verde, conforme o protocolo de triagem, enfrentam uma espera de até cinco horas. Além disso, os casos menos graves aguardam porque os mais urgentes recebem prioridade no atendimento. Portanto, a demora ocorre devido à necessidade de atender primeiro quem apresenta maior risco. Essa organização segue as diretrizes do sistema para garantir eficiência no atendimento médico. Apesar disso, os relatos de pacientes indicam que a estrutura não está dando conta da demanda crescente, especialmente em um período de maior procura por serviços de saúde.
O dilema das UPAs sobrecarregadas
O caso da UPA do Cristo Rei reflete uma realidade comum em diversas cidades brasileiras. As Unidades de Pronto Atendimento, concebidas para aliviar a demanda por atendimentos hospitalares, frequentemente enfrentam problemas como falta de médicos, superlotação e longas filas de espera.
Especialistas em saúde pública apontam que, embora o número de profissionais na unidade possa estar dentro do estipulado, a alta demanda de pacientes exige estratégias mais eficazes, como reforço nos horários de pico ou ampliação da equipe médica em momentos de maior fluxo.
Enquanto isso, a população de Várzea Grande continua cobrando melhorias para garantir um atendimento digno e eficaz, especialmente em situações de urgência.
Perguntas frequentes
Perguntas frequentes
Os pacientes enfrentam dificuldades porque a unidade lida com uma alta demanda de atendimento, com 49 pessoas aguardando, enquanto o quadro clínico limitado sobrecarrega o sistema e aumenta o tempo de espera.
A Secretaria de Saúde informou que o quadro de médicos está completo, com três clínicos e dois pediatras. No entanto, também admitiu que pacientes classificados como casos menos graves podem esperar até cinco horas pelo atendimento.
A situação pode ser melhorada com o aumento do número de profissionais, uma reorganização nos horários de atendimento e o reforço da estrutura da unidade para atender à demanda crescente.

