A Polícia Civil deflagrou, na manhã de terça-feira (16), a Operação Boca Maldita para combater crimes de calúnia, injúria e difamação praticados pela internet em Mato Grosso. A ação ocorreu em Mirassol D’Oeste e Cuiabá. Além disso, os policiais cumpriram três mandados de busca e apreensão e duas medidas cautelares contra suspeitos de utilizar perfis falsos para atacar a reputação de servidores públicos, políticos e moradores da região.
As investigações apontam que os suspeitos utilizaram redes sociais para divulgar conteúdos ofensivos e informações falsas. Dessa forma, a Polícia Civil passou a monitorar as atividades do grupo e identificou indícios de uma estrutura organizada para realizar ataques digitais de maneira contínua. Por isso, a operação busca interromper a prática dos crimes e identificar todos os envolvidos.
Grupo teria divisão de tarefas para espalhar conteúdo ofensivo
Segundo os investigadores, os suspeitos podem integrar uma associação criminosa com funções definidas. Conforme a apuração, cada participante teria uma atuação específica dentro do esquema. Enquanto alguns administravam perfis falsos, outros produziam ou compartilhavam conteúdos considerados ofensivos.
Além disso, a Polícia Civil recolheu celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos que podem conter informações importantes para a investigação. Agora, os peritos analisarão os equipamentos para localizar provas e identificar a origem das publicações.
Delegado alerta para rastros deixados na internet
De acordo com o delegado Gustavo Ataíde, o anonimato nas redes sociais não impede a identificação dos autores. Pelo contrário, as publicações deixam registros que permitem o trabalho de rastreamento realizado pelas autoridades.
Por esse motivo, a investigação busca descobrir quem criou os perfis utilizados nos ataques e quem determinou ou coordenou as ações. Além disso, os policiais querem identificar outros possíveis participantes do grupo.
Perícia deve revelar responsáveis pelas publicações
A equipe de investigação encaminhará todo o material recolhido para análise técnica. A partir desse trabalho, os especialistas poderão cruzar informações e avançar na identificação dos responsáveis pelas mensagens investigadas.
Enquanto isso, a Polícia Civil mantém as diligências em andamento. Dessa maneira, os investigadores pretendem reunir mais elementos para esclarecer completamente o caso. Ao mesmo tempo, a instituição reforça que a legislação brasileira prevê punições para crimes contra a honra praticados tanto no ambiente físico quanto no digital.

