Na última segunda-feira (8), a Delegacia de Polícia Civil de Cáceres registrou um caso chocante de violência infantil. Um menino de 10 anos sofreu queimaduras graves quando a mãe jogou água quente nele, na noite de sábado (6). A avó, a primeira a perceber os sinais de abuso, relatou o caso às autoridades, revelando detalhes alarmantes sobre o comportamento da mãe e as circunstâncias da agressão.
A violência e o sofrimento da criança
A avó recebeu fotos enviadas por familiares mostrando as costas e os braços do menino queimados. Preocupada, ela foi até a casa da filha, mãe da criança, e encontrou o neto com muito medo, coberto por um lençol e sem atendimento médico. O garoto estava sendo tratado de forma inadequada pelo padrasto, que, em vez de buscar ajuda médica imediata, aplicou pomadas nas queimaduras.
No dia seguinte, o Conselho Tutelar foi acionado e acompanhou a criança até a UPA de Cáceres, onde foi atendido e encaminhado ao Hospital Regional, onde permanece internado. Durante o atendimento, o menino contou que a mãe, embriagada, reagiu violentamente após um acidente com água quente, destinada ao banho da irmã.
Abusos e negligência familiar
Além disso, o menino relatou que, dias antes, a mãe o havia agredido com cintadas, depois que ele pegou R$ 4,00 do caixa da mercearia do padrasto. Este abuso físico, combinado com os episódios de negligência, mostra um histórico de violência no lar, que infelizmente ainda afeta muitas crianças.
Diante da gravidade do caso, o Conselho Tutelar orientou a avó a registrar a ocorrência, e a Polícia Civil assumiu a investigação. A avó afirmou que, embora o menino vivesse com a mãe e o padrasto, ele frequentemente passava períodos na casa dela, a pedido dele ou da filha.
Perguntas frequentes
Perguntas frequentes
O abuso físico pode deixar cicatrizes emocionais e físicas, afetando o desenvolvimento psicológico e a saúde mental da criança.
O Conselho Tutelar acompanha a criança, orienta a família e pode encaminhar o caso para investigação policial, garantindo a proteção da vítima.
Queimaduras, hematomas, marcas de agressões e comportamentos assustados ou retraídos podem ser sinais de abuso físico em crianças.

