O deputado federal Diego Andrade (PSD-MG) defendeu a industrialização mineral do Brasil como estratégia para combater a concorrência desleal com a China. A declaração ocorreu durante o evento de encerramento do ciclo de mineração do Itatiaia Eloos, em Nova Lima (MG). Andrade, que preside a Comissão de Minas e Energia da Câmara, ressaltou a necessidade de agregar valor à produção nacional para garantir a competitividade do setor.
Desafio da concorrência chinesa
A principal queixa do setor mineral brasileiro é a competição com os preços praticados pelo mercado chinês. Segundo o deputado, a China importa minério do Brasil, agrega valor e exporta produtos acabados a preços mais baixos. Essa prática prejudica as indústrias brasileiras, que enfrentam dificuldades para competir.
Andrade considera um “absurdo” que o Brasil exporte minério bruto e, posteriormente, importe produtos processados a custos menores. A falta de agregação de valor antes da exportação é vista como uma falha estratégica que impacta diretamente a competitividade nacional.
Proposta de industrialização e inovação
A solução apresentada por Diego Andrade foca na industrialização mineral. A ideia é que o Brasil processe o minério extraído internamente, transformando-o em produtos de maior valor agregado antes de sua comercialização internacional. A implementação de novas tecnologias no beneficiamento é vista como fundamental para alcançar essa meta.
A inovação e o uso de tecnologias modernas são essenciais para modernizar o setor, aumentar a competitividade das empresas brasileiras e assegurar melhores margens de lucro. A dependência da exportação de commodities sem processamento é um obstáculo ao crescimento sustentável da mineração no país.
Mineração do futuro: tecnologia e sustentabilidade
O evento também abordou a importância de aliar o crescimento da mineração com a sustentabilidade e as novas tecnologias. Especialistas discutiram como tornar a atividade mais eficiente e com menor impacto ambiental. A adaptação às exigências ambientais e o investimento em tecnologias limpas são cruciais para uma mineração brasileira moderna e alinhada às demandas globais.
Perguntas frequentes
A concorrência desleal, onde a China agrega valor ao minério brasileiro e vende produtos mais baratos.
A industrialização mineral, agregando mais valor ao minério brasileiro antes da exportação.
Fortalecimento da competitividade, uso de novas tecnologias e integração da mineração com práticas sustentáveis.

