A morte do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, na noite de segunda-feira (15), em Praia Grande, levanta preocupações sobre a segurança de ex-integrantes da cúpula policial. Assassinado a tiros na porta de seu prédio, o ex-delegado vivia sem proteção oficial, apesar de décadas de combate ao crime organizado no estado.
Crime com sinais de execução
Segundo a Polícia Civil, homens armados em um carro dispararam contra Ruy Ferraz e fugiram sem roubar nada. A modalidade do crime sugere uma execução premeditada. O Ministério Público investiga se há ligação entre o assassinato e operações que ele liderou contra facções criminosas durante sua gestão.
Carreira de 40 anos contra o crime
Com mais de 40 anos de carreira, Ruy Ferraz Fontes esteve à frente de investigações complexas, focadas no crime organizado e na corrupção. Entre 2020 e 2021, como delegado-geral, coordenou ações de grande impacto contra o PCC e outros grupos criminosos. Após deixar o cargo, optou por uma vida discreta no litoral paulista, sem escolta.
Repercussão e cobranças por respostas
A morte de Ruy Ferraz gerou comoção entre policiais, promotores e autoridades de segurança. Há cobranças por respostas rápidas e rigorosas do governo paulista. O caso reacende o debate sobre a falta de um protocolo claro de proteção para ex-delegados-gerais, especialmente aqueles com histórico em casos de alta periculosidade.
Perguntas frequentes
Onde e como Ruy Ferraz Fontes foi assassinado? Na porta do prédio onde morava, em Praia Grande, com vários tiros disparados por homens armados.
Ruy Ferraz havia recebido ameaças antes de ser morto? Ele negou ter sido ameaçado diretamente, mesmo após atuar contra o PCC.
O que está sendo investigado sobre o crime? A polícia e o Ministério Público apuram se o assassinato teve relação com a atuação de Ruy contra facções criminosas.

