Uma operação realizada na fronteira entre Brasil e Bolívia, em Cáceres, a 220 quilômetros de Cuiabá, pode ter resultado na maior apreensão de cocaína da história do Brasil. A ação ocorreu no último domingo e interceptou cerca de 260 toneladas de madeira contaminadas com cocaína líquida, segundo informações da Receita Federal.
Vídeos e fotografias enviados à TV Centro América mostram agentes atuando na inspeção da carga. Nas imagens, um cão farejador auxilia na identificação dos pontos suspeitos. Em seguida, as equipes perfuram a madeira para coletar amostras, que passam por testes preliminares. Os exames iniciais confirmaram a presença da droga misturada ao material transportado.
Droga estava escondida dentro da carga
De acordo com a investigação, a cocaína estava em estado líquido e misturada à madeira transportada em quatro caminhões apreendidos em Mato Grosso. Paralelamente, outros quatro veículos com cargas semelhantes foram interceptados em Corumbá, no Mato Grosso do Sul.
A estratégia utilizada pelos criminosos chamou a atenção das autoridades devido ao grau de complexidade empregado para ocultar o entorpecente. Por isso, os investigadores seguem analisando todo o material apreendido para determinar a quantidade exata da droga presente na carga.
Estimativa aponta dezenas de toneladas de cocaína
Com base em apreensões semelhantes registradas anteriormente, os investigadores estimam que entre 10% e 20% do peso total da madeira possa corresponder à cocaína. Caso essa projeção seja confirmada, a carga poderá conter entre 20 e 50 toneladas do entorpecente.
No entanto, as autoridades ainda dependem da conclusão dos trabalhos de separação e extração da substância para confirmar o volume real apreendido. Até lá, os números permanecem como estimativas preliminares.
Força-tarefa internacional atuou na operação
A operação mobilizou diferentes órgãos de segurança e fiscalização. A Receita Federal coordenou a ação com apoio da Polícia Federal, do Exército Brasileiro e do Grupo Especial de Segurança de Fronteira (Gefron).
Além disso, autoridades dos Estados Unidos e da Bolívia colaboraram com as investigações. Segundo a Receita Federal, caso as estimativas sejam confirmadas, a ocorrência também poderá representar a segunda maior apreensão de cocaína já registrada em todo o mundo.

