A morte de Laercio Maria de Souza Menacho, de 43 anos, mobilizou rapidamente as forças de segurança de Cáceres na noite de quarta-feira (19). Moradores do bairro Garcês ouviram tiros e gritos próximos à Chácara Turbino e acionaram a Polícia Militar. A partir desse chamado, os policiais iniciaram uma operação que revelou um táxi abandonado, vestígios de violência e, logo depois, o corpo da vítima no matagal. Até agora, as autoridades não identificaram suspeitos.
A descoberta do táxi e o início da busca
Assim que chegou ao endereço indicado, a Polícia Militar encontrou um táxi Voyage branco parado com a porta do passageiro aberta. O veículo estava vazio e, portanto, levantou suspeitas imediatas sobre uma possível fuga ou luta. Além disso, o carro não tinha sinais de acidente, o que reforçou a hipótese de que o crime aconteceu ali ou muito perto.
Em seguida, os policiais iniciaram uma busca minuciosa ao redor da área e localizaram três munições intactas e uma deflagrada, todas aparentemente calibre .38. Esse material confirmou que os disparos ocorreram nas proximidades. Logo após, os policiais seguiram um rastro de sangue que avançava pela vegetação ao lado da via e, poucos metros depois, encontraram Laercio caído e já sem vida.
Ação da perícia e histórico criminal da vítima
O Corpo de Bombeiros chegou rapidamente e confirmou o óbito no local. Imediatamente, a Politec isolou o perímetro para iniciar a perícia, que agora analisa a trajetória dos tiros, a posição do corpo e todos os vestígios deixados no terreno. Esses detalhes devem indicar, por exemplo, se Laercio tentou fugir ou se foi surpreendido.
Além disso, o boletim de ocorrência registrou que Laercio possuía diversas passagens criminais, incluindo tráfico de drogas, porte e posse ilegal de arma de fogo, supressão de identificação de arma, corrupção de menores, roubo, homicídio simples e ligação com organização criminosa. Por causa desse histórico, os investigadores trabalham com várias hipóteses, especialmente a possibilidade de um acerto de contas.
Delegacia busca novas pistas e tenta esclarecer autoria
A Polícia Judiciária Civil assumiu o caso e, desde então, analisa imagens de câmeras próximas ao local. A equipe também pretende ouvir testemunhas, reconstruir os últimos passos de Laercio e descobrir se ele atuava como taxista na noite do crime ou se usava o veículo para outra finalidade. À medida que novas informações surgirem, a investigação deve avançar em direção à identificação do autor ou dos envolvidos.
Perguntas frequentes
Perguntas frequentes
Não. As equipes seguem analisando as evidências e ainda não têm nomes confirmados.
A polícia investiga essa possibilidade, já que o carro estava caracterizado.
A Polícia Civil deve ouvir moradores, coletar imagens e definir as principais linhas de investigação.

