Uma mulher grávida denunciou condições precárias na maternidade do Hospital São Luiz, unidade anexa ao Hospital Regional de Cáceres. Ela relatou que enfrentou dores intensas e permaneceu por mais de três horas sentada, sem acesso a leito ou estrutura mínima. Em seguida, a equipe improvisou uma maca de transporte com colchão para acomodá-la, já que não havia camas disponíveis. Além disso, a denunciante afirmou que a unidade operava com superlotação e mantinha enfermarias fechadas por falta de ar-condicionado. Dessa forma, outras gestantes aguardavam atendimento em cadeiras, sob calor e desconforto, o que agravava ainda mais a situação.

Denúncia aponta falta de estrutura e condições insalubres
A mulher relatou que presenciou profissionais da enfermagem dormindo no chão, sob pias e mesas, devido à falta de espaço adequado. Além disso, ela afirmou que a estrutura não acompanhou o aumento da equipe, o que comprometeu as condições de trabalho. No momento do parto, a denunciante declarou que utilizou um colchão sujo de sangue, com forte mau cheiro e visível falta de higiene. Em seguida, ela descreveu que outros colchões apresentavam rasgos e sinais de contaminação. Assim, o cenário indicou risco elevado de infecção e levantou alerta sobre as condições sanitárias da unidade.
Gestão rebate denúncias e afirma cumprimento de protocolos
A Associação de Gestão, Inovação e Resultados em Saúde (Agir), responsável pela unidade, afirmou que a maternidade mantém funcionamento regular. Além disso, a entidade declarou que a taxa de ocupação segue dentro dos parâmetros e que a equipe aplica protocolos de segurança e humanização. A gestão também informou que realiza monitoramento contínuo da estrutura, com manutenção e substituição de equipamentos. Por fim, reforçou que mantém controle de higienização e analisa todas as manifestações recebidas. Portanto, o caso agora exige apuração detalhada para verificar as condições relatadas pela denunciante.
Perguntas e respostas:
Ela relatou falta de leitos, espera prolongada e uso de colchão sujo durante o atendimento.
Sim, a denunciante afirmou que a unidade operava com superlotação e enfermarias fechadas.
A gestão afirmou que segue protocolos, mantém funcionamento regular e realiza monitoramento contínuo.
