Em uma ação realizada na sexta-feira (22), Auditores Fiscais do Trabalho resgataram uma empregada doméstica vítima de trabalho análogo à escravidão em Rondonópolis, Mato Grosso. A vítima, que veio do interior do estado, enfrentou condições abusivas durante cerca de 11 meses.
Histórico da situação e impacto na comunidade
Segundo o Ministério Público do Trabalho, a trabalhadora foi atraída para a cidade com a promessa de emprego e salário de R$ 1.600. Entretanto, os empregadores descontavam R$ 1.100 pelo aluguel de uma quitinete e ainda cobravam alimentação, gerando um endividamento contínuo.
Para saldar as dívidas, a empregada era forçada a realizar diárias em outros locais, cujo pagamento era repassado aos patrões, evidenciando a exploração e a vulnerabilidade da trabalhadora.
Repercussão social e medidas adotadas
Após a fiscalização, foi firmado um Termo de Ajuste de Conduta que assegura o pagamento dos direitos trabalhistas, indenização por danos morais e o custeio do retorno da vítima ao interior. Também foi concedido o Seguro-Desemprego do Trabalhador Resgatado para assistência financeira temporária.
O Ministério Público do Trabalho encaminhará o relatório final ao Ministério Público Federal para as providências criminais, reforçando o compromisso com a proteção dos direitos humanos e a dignidade no trabalho na região.
Auditores Fiscais do Trabalho resgataram uma empregada doméstica que vivia em situação análoga à escravidão em Rondonópolis, nesta sexta-feira (22). O Ministério Público do Trabalho (MPT) coordenou a força-tarefa com apoio da Polícia Civil e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE).

