Maria Sabino, moradora de Várzea Grande, desabafou nas redes sociais, acusando a prefeita Flávia Moretti de abandono e omissão na saúde municipal. O desabafo aconteceu após a morte de sua filha, Renata Sabino, que sofreu um infarto e não recebeu atendimento adequado. O caso gerou críticas à precariedade da saúde na cidade, especialmente com a revelação de que o gerador do Pronto-Socorro Municipal estava desativado há quase 10 meses.
Falta de Atendimento e Omissão da Gestão Municipal
De acordo com Dona Maria, sua filha Renata procurou atendimento na unidade de saúde do bairro Vila Arthur após se sentir mal. Mesmo sendo atendida, Renata sofreu um novo infarto e morreu sozinha na rua, sem qualquer suporte emergencial. Em seu desabafo, a mãe lamentou a morte da filha por falta de atendimento adequado: “Ela foi atendida, mas teve um infarto e morreu sozinha na rua, sem socorro digno”, contou.
A Revelação da Falta de Estrutura no Pronto-Socorro
O caso de Renata reabriu a discussão sobre a grave situação da saúde pública em Várzea Grande. Um dos pontos críticos foi a revelação de que o gerador do Pronto-Socorro Municipal estava desativado há quase 10 meses, comprometendo o atendimento em casos de falta de energia. Servidores e a população afirmam que a prefeita Flávia Moretti sabia do problema, mas não tomou providências. “O gerador estava desativado há meses! Todo mundo sabia. A prefeita sabia. E ficou de braços cruzados. Se não fosse a intervenção do Governo do Estado, que enviou um novo gerador, quantas outras Renatas teriam morrido?”, questionou Maria Sabino, visivelmente emocionada.
A Crítica ao Discurso da Prefeita e a Falta de Ações Concretas
Maria Sabino também criticou as atitudes da prefeita, que, segundo ela, tem preferido se manifestar com discursos emocionais e aparições em redes sociais, em vez de adotar ações concretas para resolver os problemas da saúde na cidade. “Chorar em entrevista é fácil. Difícil é enfrentar uma mãe como eu, que chora até hoje com lágrimas de verdade, não essas lágrimas de crocodilo que a senhora derramou diante das câmeras”, disse a mãe, em um desabafo repleto de dor e indignação.
Além disso, Dona Maria relembrou as promessas feitas por Flávia Moretti durante a campanha eleitoral, cobrando ações práticas e respeito à população que continua sofrendo com a precariedade dos serviços públicos. “A senhora falou em mudança, falou em cuidar da população, prometeu saúde digna. Mas até agora, só vimos discurso. Cadê as ações? Cadê o respeito com as mães dessa cidade?”, questionou.
O Papel do Governo do Estado e o Lamento pela Falta de Respostas
Por fim, Maria lamentou que a falta de ação por parte da prefeitura tenha colocado vidas em risco e exaltou a intervenção do Governo do Estado, que, ao enviar um novo gerador para o Pronto-Socorro, impediu que mais mortes ocorressem por omissão da gestão municipal. “O meu choro é verdadeiro: o de uma mãe que perdeu uma filha. Não essas lágrimas de crocodilo que a senhora finge derramar para tentar enganar o povo”, concluiu Dona Maria, deixando claro o seu lamento e a sua revolta.
Perguntas e respostas:
Perguntas frequentes
Renata Sabino morreu após sofrer um infarto, mesmo tendo procurado atendimento na unidade de saúde do bairro Vila Arthur. Ela morreu na rua, sem receber o atendimento adequado.
Maria critica a prefeita pela falta de ação diante da precariedade da saúde, como a desativação do gerador do Pronto-Socorro, que contribuiu para a morte de sua filha.
Maria acusa a prefeita de priorizar discursos e aparições nas redes sociais em vez de agir para melhorar a saúde pública e cumprir suas promessas.



