Três postos de combustíveis que utilizam o nome “Posto Corinthians” foram associados a empresários investigados na Operação Carbono Oculto. A ação, deflagrada pela Polícia Federal, apura um esquema de lavagem de dinheiro e fraudes fiscais no setor de combustíveis, com ligações ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Postos licenciados e investigação
Os estabelecimentos em questão operam na Zona Leste de São Paulo com bandeira branca, ou seja, sem vínculo direto com grandes distribuidoras. Segundo registros da Agência Nacional do Petróleo (ANP), os endereços pertencem a empresas citadas na investigação policial. O caso levanta questionamentos sobre os critérios de licenciamento da marca.
Posicionamento do Corinthians
O Corinthians divulgou nota oficial esclarecendo que não administra diretamente os postos. O clube informa que eles são operados por uma empresa licenciada, responsável por intermediar os contratos com os donos dos estabelecimentos. O Corinthians declarou que acompanha o caso e poderá tomar medidas jurídicas se irregularidades forem confirmadas. A diretoria afirmou que os contratos de sublicenciamento seguem válidos até novembro de 2025.
Esquema de lavagem de dinheiro
A Operação Carbono Oculto identificou uma rede com mais de 250 postos e empresas fictícias usadas para movimentar recursos do crime organizado. Segundo a PF, o grupo utilizava negócios legítimos para lavar bilhões de reais oriundos de atividades ilegais. Os empresários ligados aos postos com a marca do clube são acusados de usar empresas de fachada e falsificação de documentos fiscais.
Perguntas frequentes
Apenas se houver omissão ou negligência na fiscalização dos contratos de licenciamento.
Devido à grande movimentação financeira e à complexidade da fiscalização.
Com auditorias regulares, análise de antecedentes de parceiros e contratos mais rígidos.

