A Polícia Civil do Mato Grosso deflagrou nesta quarta-feira (27) a Operação 777, que culminou na prisão de influenciadores digitais acusados de promover jogos de azar online e rifas ilegais. Com mandados de prisão, busca e apreensão emitidos pela Comarca de Cuiabá, a operação mira não apenas os criadores de conteúdo, mas também parentes envolvidos na suposta lavagem de dinheiro.
Polícia prende influenciadores digitais por promover jogo do Tigrinho e lavagem de dinheiro pic.twitter.com/uFMO2iLOYU
— O Matogrossense (@o_matogrossense) November 27, 2024
Polícia identifica esquema de jogos ilegais
As investigações apontaram que influenciadores de Mato Grosso e São Paulo promoviam jogos ilegais, como o “Jogo do Tigrinho”. Eles usavam vídeos que simulavam altos ganhos em apostas de baixo valor para atrair seguidores. Com isso, incentivavam os fãs a aderirem às plataformas, movimentando grandes quantias de dinheiro.
Operação mira também familiares
Os investigadores descobriram que os influenciadores envolviam familiares no esquema. Além disso, a polícia prendeu mães de dois influenciadores de São Paulo e de um do Mato Grosso por lavagem de dinheiro. Essas movimentações financeiras disfarçavam a origem ilícita dos recursos.
Polícia cumpre mandados e bloqueia bens
Os agentes executaram oito mandados de prisão temporária e 11 de busca e apreensão. Entretanto, a Justiça autorizou o bloqueio e sequestro de bens e valores associados aos investigados, que movimentavam quantias milionárias. As Delegacias Especializadas de Defesa do Consumidor e de Estelionato comandaram a operação, com o apoio da 18ª Promotoria de Justiça da Capital.
Simbologia da Operação 777
A polícia escolheu o nome da operação em alusão à sequência 777, associada à sorte e otimismo, e amplamente usada no setor de jogos. Além disso, dois influenciadores presos usavam essa numeração nos nomes de suas empresas, reforçando a ligação com as práticas ilegais.
Investigação alerta para riscos nas redes sociais
O caso expõe os riscos do uso das redes sociais para práticas ilícitas e levanta questionamentos sobre a ética e responsabilidade no marketing digital. Além disso, a operação destaca a necessidade de maior fiscalização para evitar a exploração do público, especialmente os jovens.
Por fim, as prisões e bloqueios de bens fortalecem o combate ao crime digital e à lavagem de dinheiro, servindo como exemplo para ações futuras.

