A Polícia Civil de Mato Grosso desarticulou, nesta quarta-feira, um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas durante a Operação Fair Play. Os agentes cumpriram 19 mandados judiciais, incluindo prisões, buscas e apreensões, em Cuiabá e Itapema, no litoral sul do Brasil.
Criminosos usaram dinheiro ilícito para comprar imóvel em Itapema
Os investigadores identificaram a aquisição de um apartamento em Itapema como parte da estratégia de lavagem de dinheiro. Além disso, a Polícia Civil de Santa Catarina localizou o imóvel e confirmou seu uso no esquema criminoso. O juiz Jorge Alexandre Martins Ferreira, de Cuiabá, determinou o sequestro do apartamento e de quatro veículos, além do bloqueio de contas bancárias e suspensão de atividades de duas empresas dos envolvidos.

Autoridades ligaram o esquema à Operação Apito Final
A Operação Fair Play aprofundou investigações iniciadas na Operação Apito Final, deflagrada em abril deste ano. A Polícia Civil apontou Paulo Witer Faria Paelo, de 38 anos, como o mentor financeiro do esquema. Além disso, os agentes também identificaram outros participantes, incluindo um advogado e E.J.X.P., ex-assessor da Câmara de Vereadores de Cuiabá com um histórico extenso de crimes.
Organização criminosa empregou táticas para evitar detecção
Os criminosos usaram a técnica de ‘smurfing’ para pagar o apartamento, fracionando depósitos bancários em valores pequenos para evitar o rastreamento por órgãos de fiscalização como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF). Os investigadores confirmaram que os recursos para a compra vieram diretamente do tráfico de drogas.
Além disso, a Polícia Civil identificou J.C.D.S., advogado de 35 anos, como responsável por verificar a documentação do apartamento e aprovar sua compra. A participação do advogado reforçou a estratégia de dar aparência de legalidade ao esquema.
Operação integrou esforços nacionais contra o crime organizado
A Operação Fair Play integrou ações da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento às Organizações Criminosas (Renorcrim). Entretanto, a rede, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, uniu delegados e promotores de todos os estados para elaborar estratégias conjuntas contra facções criminosas.
Polícias de Mato Grosso e Santa Catarina agiram em conjunto
Os policiais de Mato Grosso e Santa Catarina executaram os mandados com apoio de equipes especializadas, incluindo a Diretoria de Atividades Especiais e o Departamento Estadual de Investigações Criminais. Por fim, as autoridades destacaram a cooperação interestadual como fundamental para o sucesso da operação.

