A patologista veterinária Alexandra Ariadine, de 38 anos, enfrenta um desafio extremo após ser diagnosticada com a Síndrome de Stevens-Johnson, uma condição alérgica rara e potencialmente fatal. Uma simples medicação moduladora de humor, usada por duas semanas, desencadeou uma reação devastadora, que culminou em um mês de internação, sendo 15 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Dessa forma, agora, em recuperação, ela e o marido enfrentam um novo obstáculo: arrecadar os R$ 70 mil necessários para cobrir os custos do tratamento.
“Nem morfina tirava a dor”: mulher luta contra síndrome rara e pede ajuda para custear tratamento; VEJA VÍDEO pic.twitter.com/vvyKlahHpQ
— O Matogrossense (@o_matogrossense) December 17, 2024
Uma reação avassaladora: da febre às queimaduras
Tudo começou no dia 7 de novembro, quando Alexandra foi hospitalizada com febre acima de 40°C, irritação nos olhos e feridas na boca. Os sintomas evoluíram rapidamente. Em menos de 24 horas, o quadro se agravou drasticamente. “Foi aí que começaram as queimaduras na pele, no corpo inteiro. Os olhos ficaram mais inchados, e a boca também. É uma doença que não é fácil. Dói demais, e nem morfina tirava a dor que eu estava sentindo”, relata Alexandra.
A Síndrome de Stevens-Johnson é uma reação alérgica grave que faz com que a pele se desprenda em grandes áreas, como em queimaduras de segundo grau. A doença também afeta as mucosas, causando feridas severas nos olhos, boca e nariz. Trata-se de uma condição rara, frequentemente desencadeada pelo uso de medicamentos comuns, como antibióticos, anticonvulsivantes e moduladores de humor.
Complicações durante a internação
Alexandra passou um mês no hospital, recebendo tratamento intensivo em um hospital particular de Águas Claras, cidade onde mora. Desses dias, 15 foram na UTI, período em que enfrentou complicações adicionais, como uma infecção hospitalar. A internação prolongada elevou ainda mais os custos do tratamento, que já estavam além da capacidade financeira da família, mesmo com o plano de saúde de coparticipação.
No dia 7 de dezembro, exatamente um mês após ser internada, Alexandra recebeu alta hospitalar. Já em casa, ela relata que sua pele e as feridas na boca têm melhorado gradativamente. No entanto, os olhos continuam sendo uma grande preocupação. A inflamação causada pela síndrome pode deixar sequelas graves nas córneas, prejudicando permanentemente a visão.
A luta para cobrir os custos do tratamento
Por isso, diante das despesas acumuladas, Alexandra e seu marido decidiram criar uma vaquinha virtual chamada “Juntos pela Alê: Superando a Síndrome de Steven Johnsons”. A meta é arrecadar os R$ 70 mil necessários para cobrir os gastos com medicamentos, exames e internação. Até o momento, a campanha já conseguiu arrecadar mais de R$ 41 mil.
“Esse valor já é uma bênção, Deus abençoou muito a gente até aqui. Mas quem ainda puder ajudar, é sempre muito bem-vindo”, agradece Alexandra. A campanha é um apelo à solidariedade em um momento de extrema dificuldade, onde cada doação faz a diferença.
Síndrome rara, mas extremamente perigosa
A Síndrome de Stevens-Johnson é considerada uma emergência médica e pode ser fatal se não for tratada rapidamente. Além das queimaduras e feridas, a doença pode comprometer órgãos internos e causar complicações de longo prazo, como sequelas visuais. Portanto, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado, como internação intensiva e controle da dor, são fundamentais para a recuperação.
Perguntas frequentes
Perguntas frequentes
É uma reação alérgica rara e grave a medicamentos ou infecções, que causa queimaduras na pele e afeta as mucosas.
Febre alta, irritação nos olhos, feridas na boca e descamação da pele, semelhante a queimaduras.
Sim, mas o tratamento é complexo e exige internação hospitalar, controle rigoroso da dor e acompanhamento médico.

