Uma tarde de lazer se transformou em tragédia em Várzea Grande, Mato Grosso. Davi Almeida Franco, de 10 anos, faleceu após ser atingido no pescoço por uma linha chilena enquanto andava de bicicleta. O incidente ocorreu no bairro Cristo Rei, chocando a comunidade local.
O perigo invisível da linha chilena
A linha chilena é conhecida por sua alta capacidade de corte, sendo até quatro vezes mais perigosa que o cerol tradicional. Sua composição com pó de quartzo e óxido de alumínio a torna extremamente cortante. Apesar de sua venda ser ilegal em Mato Grosso, o produto ainda circula no mercado clandestino, representando um risco iminente para ciclistas, motociclistas e pedestres.
Imprudência e revolta na comunidade
Testemunhas relataram que pipas estavam sendo empinadas na região no momento do acidente. A mãe de Davi expressou sua dor em cenas que circularam nas redes sociais, evidenciando o impacto da perda. Moradores clamam por maior fiscalização e punições mais rigorosas para quem produz, vende ou utiliza esse material.
Legislação e desafios de controle
A legislação mato-grossense proíbe a fabricação, venda e uso da linha chilena e do cerol, com penalidades que incluem multa e detenção. Contudo, a fiscalização enfrenta obstáculos devido à facilidade de acesso ao produto por meio de vendedores informais e plataformas online, o que perpetua os acidentes fatais.
Perguntas frequentes
Ela contém pó de quartzo e óxido de alumínio, tornando-a até quatro vezes mais cortante que o cerol comum.
Não, seu uso é proibido em praticamente todo o país por causar acidentes fatais.
Denunciando o uso da linha chilena, fiscalizando locais de venda e conscientizando sobre os riscos reais dessa prática.

