Em outubro de 2023, durante a cerimônia de inauguração da pedra fundamental da fábrica da montadora chinesa BYD em Camaçari, Bahia, o governador Jerônimo Rodrigues destacou a preocupação da empresa com seus trabalhadores. Ele afirmou: “Eu estive na China e tive a oportunidade de conhecer a preocupação da BYD no trato com seus trabalhadores”.
🚨Governador da Bahia elogia BYD antes do resgate de trabalhadores em situação desumana
— O Matogrossense (@o_matogrossense) December 27, 2024
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O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), se manifestou após as denúncias envolvendo condições de trabalho análogas à escravidão na construção da fábrica da montadora BYD em Camaçari. Em sua fala, o governador reafirmou confiança na empresa e destacou que medidas estavam sendo tomadas: “Eu confio na BYD. Conversamos ontem, atitudes estão sendo tomadas sobre o que foi denunciado.”
Força-tarefa resgata trabalhadores em condições degradantes
No dia 23 de dezembro de 2024, o Ministério Público do Trabalho resgatou 163 trabalhadores chineses em condições análogas à escravidão no canteiro de obras da fábrica da BYD. As autoridades identificaram jornadas exaustivas, alojamentos superlotados e insalubres, além de retenção de passaportes e salários. Então, esses elementos configuraram tráfico internacional de pessoas. Assim, a operação revelou o contraste entre os elogios do governador e a realidade enfrentada pelos trabalhadores.
BYD reage e rompe contrato com terceirizada
Diante das denúncias, a BYD transferiu os trabalhadores para hotéis da região e encerrou o contrato com a construtora terceirizada Jinjiang Group, responsável pela contratação dos operários. Em comunicado, a montadora garantiu que não tolera desrespeito às leis brasileiras e à dignidade humana. Enquanto isso, a Jinjiang negou as acusações e atribuiu os problemas a diferenças culturais e erros de tradução. Apesar da negativa, a ação das autoridades reforçou as violações identificadas.
Escândalo afeta relações Brasil-China e projeto industrial
O escândalo impactou diretamente as relações Brasil-China, especialmente porque a fábrica da BYD na Bahia representa um projeto estratégico da cooperação bilateral. O investimento de R$ 3 bilhões busca revitalizar o parque industrial local e fortalecer a produção de veículos elétricos no país. No entanto, as graves violações trabalhistas abalaram a imagem da BYD no Brasil e levantaram questionamentos sobre a sustentabilidade social dessas parcerias.
O que caracteriza o trabalho análogo à escravidão?
Condições de trabalho degradantes ou forçadas que desrespeitam a dignidade humana.
O que a BYD fez após as denúncias?
A empresa transferiu os trabalhadores para hotéis e rompeu o contrato com a construtora terceirizada.
Como isso impacta a BYD no Brasil?
O caso prejudica sua imagem e levanta dúvidas sobre suas práticas trabalhistas.

