Na manhã desta última terça-feira (30), uma operação conjunta da Polícia Civil e Militar fechou uma fábrica clandestina de adulteração de cerveja em Nova Mutum, a 265 km de Cuiabá. A quadrilha, que adulterava cerca de 900 caixas de cerveja por semana, teve seu esquema desmantelado quando as autoridades encontraram mais de 3 mil garrafas prontas para venda em um galpão. A operação alerta para o risco de graves consequências à saúde pública.
Como a quadrilha operava
O Major PM Couto, em entrevista ao programa Power Mix, informou que a quadrilha, originária de Brasília, pode ter comercializado cerca de 10 mil caixas de cerveja durante os quatro meses de atividade na região. A organização realizava a troca de rótulos e tampinhas de cervejas de marcas inferiores para simular produtos de marcas mais reconhecidas. As forças policiais lacraram o local e impediram a continuidade das operações ilegais.
Ameaça à saúde pública
A perícia realizada pelo perito criminal Jomar Magalhães revelou a presença de uma “mini fábrica de alteração de rótulos”. A polícia apreendeu 512 caixas e cerca de 12.200 garrafas adulteradas. O maior risco estava nas 3 mil garrafas prontas para venda, que apresentavam adulterações visuais e tampinhas falsas. Embora a adulteração tenha sido identificada nos rótulos, as autoridades não descartam a possibilidade de contaminação no produto.
Produtos químicos encontrados no galpão
Durante a operação, os policiais encontraram produtos químicos, como soda cáustica, no galpão. Esses produtos serviam para modificar o conteúdo das garrafas, especialmente durante a troca de tampinhas. A presença dos químicos aumenta o temor de que a bebida adulterada tenha sido contaminada, elevando os riscos à saúde.
As autoridades enviaram amostras das bebidas adulteradas para análises laboratoriais em Cuiabá, com o objetivo de verificar se houve alteração na composição química, como a presença de metanol, substância que causou intoxicações em outras regiões do Brasil.
Perguntas frequentes
Perguntas frequentes
Uma fábrica clandestina de cerveja produz bebidas alcoólicas ilegalmente, sem controle sanitário ou licenciamento.
A polícia descobriu o esquema após localizar mais de 3 mil garrafas prontas para venda em um galpão, onde a adulteração de rótulos e tampinhas estava ocorrendo.
Sim, a cerveja adulterada pode conter substâncias tóxicas, como metanol e produtos químicos, que oferecem sérios riscos à saúde.

