No domingo, 26 de janeiro de 2025, um participante de uma performance no “Bloco da Laje”, em Porto Alegre, representou Jesus Cristo e realizou um strip-tease até ficar apenas com uma tanga fio-dental. Enquanto isso, a multidão entoava uma marchinha carnavalesca com os versos: “Vamos tirar, vamos tirar, vamos tirar Jesus da cruz”. Após a apresentação, o folião desceu de uma árvore e a multidão o carregou nos braços.
Deputado leva ao MPF denúncia contra bloco do "Jesus de fio-dental" pic.twitter.com/IN7RgXC0pZ
— O Matogrossense (@o_matogrossense) January 28, 2025
O episódio provocou reações imediatas. O deputado federal Gilvan Máximo (Republicanos-DF) formalizou uma denúncia no Ministério Público Federal, acusando o bloco de vilipêndio e racismo religioso. Ele destacou em suas redes sociais: “Não vamos aceitar que o Cristianismo seja desrespeitado no nosso país”. Além disso, ele exigiu punições para o caso, classificando a cena como grave.
Paralelamente, boatos sugeriram que uma professora da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) participou do evento e compartilhou imagens da performance. A Unisinos desmentiu o envolvimento da docente e repudiou a disseminação de informações falsas.
A lei e a liberdade de expressão
O caso trouxe à tona questões sobre os limites entre a liberdade artística e o respeito às crenças religiosas. O artigo 208 do Código Penal brasileiro considera crime escarnecer publicamente de crenças ou práticas religiosas, perturbar cerimônias ou vilipendiar atos ou objetos de culto religioso. A pena para essas infrações pode incluir detenção de até um ano ou multa.
Especialistas alertam que, ao julgar casos semelhantes, é necessário equilibrar a proteção à liberdade artística e o respeito às crenças, ambos assegurados pela Constituição Federal. Jurisprudências anteriores reforçam que cada situação deve ser analisada conforme seu contexto específico.
O Carnaval como espaço de reflexão e crítica
O Carnaval historicamente promove debates sociais e questiona normas culturais. Performances que utilizam símbolos religiosos dividem opiniões: algumas pessoas as enxergam como provocações reflexivas, enquanto outras as consideram desrespeito. A percepção varia conforme o contexto cultural e os valores individuais.
Perguntas Frequentes
O que aconteceu no “Bloco da Laje”?
Um folião fantasiado de Jesus Cristo fez um strip-tease até ficar de fio-dental, causando polêmica e dividindo opiniões sobre arte e respeito religioso.
O que o deputado Gilvan Máximo fez sobre o caso?
Ele denunciou o bloco ao Ministério Público Federal, alegando vilipêndio e racismo religioso, e pediu punições para os envolvidos.
Como o Carnaval lida com temas religiosos?
O Carnaval frequentemente mistura arte e crítica social, mas performances que envolvem símbolos religiosos geram debates sobre limites e respeito às crenças.

