O deputado estadual Faissal Calil (PL) viu seu patrimônio declarado crescer mais de 1.500% no período entre 2010 e 2022, segundo informações oficiais. A Polícia Federal iniciou a Operação Gemini para investigar o parlamentar, gerando repercussão nas comunidades e no interior de Mato Grosso.
Contexto da investigação e impacto regional
A Operação Gemini investiga a suspeita de venda de decisões judiciais, envolvendo Faissal Calil e o desembargador afastado Dirceu dos Santos, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. O caso mobiliza a atenção das comunidades locais, que acompanham a apuração dos fatos.
Patrimônio declarado e vida política
Em 2010, o deputado declarou bens avaliados em R$ 385 mil, com imóveis e participações em empresas. Em 2022, o patrimônio declarado chegou a cerca de R$ 6,3 milhões, incluindo imóveis residenciais em Cuiabá, veículos, investimentos financeiros e dinheiro em espécie.
Essa evolução patrimonial suscita debates entre moradores e lideranças regionais sobre a representatividade política e a integridade dos agentes públicos no interior do estado.
A Operação Gemini segue em andamento, com autoridades federais aprofundando as investigações para esclarecer todas as circunstâncias e garantir transparência.
O patrimônio declarado pelo deputado estadual Faissal Calil (PL) registrou crescimento de 1.536,36% entre 2010 e 2022, segundo dados apresentados à Justiça Eleitoral. A evolução patrimonial ganhou destaque após a deflagração da Operação Gemini pela Polícia Federal nesta segunda-feira (8), que colocou o parlamentar entre os alvos da investigação. Além disso, a apuração aponta Faissal como suposto braço direito do desembargador afastado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Dirceu dos Santos, em um esquema investigado por suspeitas de venda de decisões judiciais. Dessa forma, os números declarados pelo parlamentar passaram a receber maior atenção diante do avanço das investigações conduzidas pelas autoridades federais em Mato Grosso.

