A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizará uma vistoria no Hospital Regional Doutor Antônio Fontes e no antigo Hospital São Luiz, em Cáceres, no próximo dia 16 de junho. A inspeção busca apurar denúncias relacionadas à prestação de serviços de saúde e ocorre em meio a reclamações sobre dificuldades enfrentadas por pacientes e profissionais das unidades.
A diligência contará com apoio técnico do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) e será coordenada pelo conselheiro Guilherme Maluf. A ação amplia o acompanhamento sobre a gestão da saúde pública no interior de Mato Grosso e deve reunir informações para subsidiar os trabalhos da comissão parlamentar.
Falta de insumos entra na mira
Entre os principais pontos investigados estão relatos de falta de insumos hospitalares, situação que pode comprometer atendimentos e procedimentos médicos. As denúncias também apontam dificuldades na realização de exames e cirurgias, gerando preocupação entre usuários do sistema de saúde.
Além disso, a CPI pretende verificar como essas situações impactam a rotina das unidades hospitalares e a capacidade de atendimento à população da região de Cáceres.
Pagamentos atrasados preocupam setor
Outro foco da fiscalização envolve supostos atrasos nos pagamentos destinados a fornecedores e profissionais que atuam nos hospitais. Segundo as denúncias apresentadas à comissão, os problemas financeiros estariam afetando o funcionamento dos serviços prestados à população.
A vistoria deverá reunir informações diretamente nas unidades para avaliar a extensão dos problemas relatados e identificar possíveis falhas na administração dos recursos.
Gestão da OSS Agir será analisada
A CPI também pretende examinar a atuação da Organização Social de Saúde (OSS) Agir, responsável pela administração dos dois hospitais desde o ano passado. Apesar do aumento do contrato mensal, que teria saído da faixa entre R$ 12 milhões e R$ 13 milhões para aproximadamente R$ 18 milhões, persistem relatos de dificuldades na prestação dos serviços.
Além das questões operacionais, a comissão recebeu queixas relacionadas à pressão sobre profissionais da saúde e a mudanças na rotina de trabalho das unidades. A inspeção deve contribuir para esclarecer as denúncias e subsidiar futuras deliberações da CPI da Saúde.

