O professor da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Ernandes Sobreira, apresentou na COP30, em Belém, os resultados produzidos durante a COP Pantanal, realizada em Cáceres entre os dias 10 e 12 de novembro. Ele explicou que o encontro reuniu instituições acadêmicas, organizações da sociedade civil e representantes do bioma para construir um documento unificado de defesa do Pantanal. Desse modo, a entrega do material reforça a urgência de políticas públicas elaboradas por quem convive diariamente com os desafios ambientais da região e fortalece o protagonismo das comunidades pantaneiras.
A força do protagonismo das comunidades pantaneiras
Ernandes Sobreira afirmou que a conferência marcou a história do bioma porque valorizou, sobretudo, a participação direta das comunidades locais. Dessa forma, os moradores conduziram debates, formularam propostas e influenciaram decisões durante os três dias de encontro. Além disso, as instituições presentes criaram um ambiente de diálogo amplo e priorizaram a vivência pantaneira como base para definir diretrizes futuras. Assim, a iniciativa colocou moradores, pesquisadores e agentes culturais no centro do processo e uniu conhecimento tradicional e científico de maneira complementar.
A união entre instituições e a construção de uma agenda contínua
A elaboração da Carta do Pantanal envolveu a Unemat, o IFMT, o Instituto Nacional de Pesquisas do Pantanal, a Impact Hub e a Prefeitura de Cáceres, além de dezenas de entidades parceiras. Durante o evento, os participantes discutiram temas como conservação ambiental, economia sustentável, educação e proteção das populações que dependem dos ciclos naturais do bioma. Por isso, as instituições defendem que a COP Pantanal não deve ser tratada como encontro isolado, mas sim como ponto de partida para uma agenda permanente de monitoramento, diálogo e cooperação.
A Carta do Pantanal e as diretrizes para o futuro do bioma
O documento final reúne diagnóstico, prioridades e diretrizes estratégicas para fortalecer o Pantanal. Além disso, a carta apresenta forças, oportunidades, fraquezas e ameaças e sugere caminhos para ações concretas em diferentes níveis de governo. Segundo Ernandes Sobreira, o objetivo central consiste em fazer o documento chegar às instâncias decisórias e influenciar políticas públicas que reflitam as necessidades reais das comunidades pantaneiras. Atualmente, a carta está disponível para consulta pública e permite contribuições de especialistas, moradores e instituições que atuam no território.
Perguntas frequentes
Perguntas frequentes
O que é a Carta do Pantanal?
É um documento construído na COP Pantanal com diagnóstico e diretrizes para proteger o bioma.
Instituições acadêmicas, organizações civis e representantes das comunidades pantaneiras.
Sim. O objetivo é que gestores analisem o documento e utilizem as propostas na formulação de políticas oficiais.

