Na última quarta-feira, 27 de novembro, um episódio inusitado no Metrô de São Paulo gerou pânico e confusão entre os passageiros que faziam a transferência entre as Linhas 4-Amarela e 2-Verde. A influenciadora Carolina, presente no local, revelou em um vídeo no TikTok que sofreu um mal súbito. A Netflix causou esse incidente com uma ação publicitária. A campanha visava promover a nova série Senna, lançada na sexta-feira, 29 de novembro. Assim, Carolina explicou que a ação desencadeou sua reação inesperada. Dessa forma, a campanha da Netflix, ao invés de gerar o efeito desejado, causou um mal súbito nela. Por fim, a série Senna foi lançada no mesmo dia, 29 de novembro. No entanto, a ação acabou gerando um ambiente de estresse e pânico, afetando profundamente a experiência dos passageiros.
O mal súbito e a confusão no metrô de São Paulo
Carolina compartilhou, visivelmente abalada, os detalhes de como a campanha publicitária da Netflix provocou sua reação. Ela explicou que, enquanto estava na escada rolante do metrô, a combinação de luzes vermelhas piscando, um relógio que contava o tempo até o início de uma “corrida” e sons semelhantes aos de um autódromo ativaram um estímulo sensorial que desencadeou uma sensação de pânico imediato.
A ação publicitária, que também incluía cartazes e faixas visuais relacionadas à Fórmula 1, parecia criar um ambiente de urgência, com estímulos sonoros e visuais intensos, o que gerou grande desconforto aos passageiros. Carolina relatou que, ao ouvir um grito de “corram!”, a tensão aumentou ainda mais. “Com o barulho, as luzes vermelhas e a sensação de urgência, as pessoas se assustaram”, explicou. O pânico se espalhou rapidamente, gerando uma reação em cadeia, com os passageiros começando a se empurrar e cair uns sobre os outros.
A experiência de pânico de Carolina
Em seu relato, Carolina descreveu o medo intenso e a sensação de descontrole que experimentou durante o caos. Ela detalhou como foi pisoteada e como isso agravou sua percepção de perigo. “Eu fechei os olhos e não queria mais abri-los porque achei que ia morrer ali, pisoteada”, afirmou. Carolina, que tem histórico de ansiedade, explicou que sua condição emocional foi intensificada pela situação. Ela tentou se segurar, mas não conseguiu, devido às paredes curvas do túnel. Além disso, tentou proteger sua região torácica com a mochila, pois temia ser esmagada. Assim, o ambiente causou um agravamento significativo da sua ansiedade, tornando a situação ainda mais angustiante. Portanto, Carolina teve dificuldade em lidar com o pânico, o que intensificou o desconforto durante o incidente.
A combinação de luzes intensas, sons altos e o grito de pânico tornou a situação ainda mais angustiante. A sensação de morte iminente tornou-se tão forte que Carolina teve dificuldade de recordar todos os detalhes do ocorrido, devido ao impacto psicológico do episódio.
O apelo de Carolina: mudanças na campanha publicitária
Ao final de seu vídeo, Carolina apelou diretamente à Netflix, pedindo que revisassem a parte sensorial da campanha. “Eu peço que vocês pausem a parte sensorial dessa campanha, especialmente o barulho e a iluminação”, disse ela, alertando para os riscos que esse tipo de ação pode representar, especialmente para pessoas com predisposição a condições de saúde mental, como a ansiedade.
A campanha, que tinha o objetivo de promover de forma imersiva a série Senna, acabou gerando um efeito totalmente contrário ao esperado. A combinação de estímulos sensoriais intensos causou desconforto em muitas pessoas. Consequentemente, especialistas em segurança pública e marketing começaram a questionar a viabilidade desse tipo de abordagem em ambientes públicos movimentados, como o metrô de São Paulo.
Campanhas sensoriais: riscos e benefícios
Campanhas publicitárias sensoriais têm se tornado uma tendência crescente, uma vez que oferecem um impacto imediato e têm o poder de atrair rapidamente a atenção do público. No entanto, o incidente no metrô de São Paulo levanta questões cruciais sobre os limites do marketing em espaços públicos, onde um grande número de pessoas está concentrado, muitas vezes em espaços fechados.
Especialistas em marketing e psicologia alertam que o uso de luzes fortes, sons altos e outros estímulos sensoriais pode causar reações adversas, como pânico, ansiedade e até mal súbitos, como aconteceu com Carolina. Em um ambiente como o metrô, onde os passageiros estão em constante movimento e em contato físico, esses estímulos podem criar um ambiente de risco, exacerbando ainda mais as reações emocionais das pessoas e ampliando a sensação de desconforto.
A responsabilidade nas campanhas publicitárias
O incidente ocorrido no metrô de São Paulo serve como um importante alerta para empresas que buscam utilizar campanhas publicitárias sensoriais, especialmente em locais públicos e de grande circulação. É preciso planejar cuidadosamente a intensidade e o tipo de estímulos para garantir que não causem desconforto ou riscos à saúde dos indivíduos. Afinal, o objetivo das campanhas publicitárias é atrair a atenção de forma positiva, não gerar pânico ou insegurança entre o público.
Carolina pediu que a Netflix pausasse a parte sensorial de sua campanha, refletindo uma crescente preocupação sobre os limites da criatividade no marketing. Além disso, a repercussão nas redes sociais pode fazer com que as empresas reconsiderem o uso de estímulos sensoriais em espaços públicos. Com isso, é provável que busquem alternativas que garantam eficácia sem comprometer a segurança e o bem-estar dos consumidores.

