No Dia da Independência, apoiadores do ex‑presidente Jair Bolsonaro levaram à Avenida Paulista uma bandeira dos Estados Unidos durante o protesto em defesa da anistia. O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL) apoiou o ato e vem atuando nos EUA para pressionar por sanções contra ministros do STF.


Os símbolos que chocaram no 7 de Setembro
A exibição da bandeira norte‑americana em plena data simbólica motivou críticas de figuras do governo. José Guimarães (PT‑CE), líder do governo na Câmara, comparou o gesto ao desfile oficial em Brasília e chamou os manifestantes de “traidores da pátria”. Gleisi Hoffmann (PT) destacou o simbolismo equivocado — especialmente num momento em que os EUA impõem tarifas ao Brasil. Essas reações ressaltam o choque entre estilos de patriotismo e soberania.
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— Notícias (@Noticia24h00) September 8, 2025
Cartazes com apelo direto aos EUA
Além da bandeira, os manifestantes levaram cartazes escritos em inglês com mensagens como “SOS Trump”, “Help me” e “Thank you very much”, direcionados ao ex‑presidente Donald Trump. Os dizeres demonstram claramente a expectativa de apoio internacional ao movimento bolsonarista — e reforçam o alinhamento explícito com uma figura estrangeira num ato político interno.
Ligações com o tarifaço de Trump e a anistia
Em julho, Trump anunciou um aumento de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, justificando o gesto como resposta ao tratamento dado a Bolsonaro pelo STF. Eduardo Bolsonaro admitiu que soube das sanções antes mesmo do anúncio e defendeu a medida como retaliação política eficaz. Lula, por sua vez, reagiu com ironia, reforçando a defesa da soberania e anunciando uma resposta proporcional via Lei de Reciprocidade. Gleisi e outros líderes petistas criticaram fortemente o uso da política comercial dos EUA como ferramenta de chantagem política.
Perguntas e respostas
Perguntas frequentes
Porque, no Dia da Independência do Brasil, o gesto foi visto como traição à soberania e provocou críticas duras de lideranças do governo.
Donald Trump anunciou o aumento como resposta ao tratamento judicial dado a Bolsonaro no STF e ao processo em curso contra ele.
Ele afirmou que soube da medida antes do anúncio oficial e sugeriu que o Brasil só teria chance de negociação se aprovasse a anistia no Congresso.


