O falecimento do paciente Alessandro Sidinei Braga, de 38 anos, em uma clínica de reabilitação no bairro Jardim Primavera, em Cuiabá, trouxe à tona questões importantes para a comunidade local e para os familiares dos internos.
Confissão e investigação policial
O plantonista Odiley Rodrigues Souza, responsável pelo plantão noturno, confessou ter forjado a cena de suicídio para encobrir a verdadeira dinâmica da morte. A Polícia Civil investiga se houve participação de outras pessoas e avalia as condições do atendimento na clínica, que abrigava mais de 42 pacientes sob responsabilidade de um único funcionário.
Repercussão social e desafios para a comunidade
O caso evidencia a vulnerabilidade dos pacientes com transtornos mentais e os desafios enfrentados pelas famílias e pela comunidade regional na garantia de um ambiente seguro e digno para o tratamento. As investigações buscam esclarecer as falhas no monitoramento e na gestão da unidade, que impactam diretamente na vida dos internos e seus entes queridos.
O episódio reforça a necessidade de maior atenção e fiscalização das clínicas de reabilitação na região, para proteger os direitos e a integridade dos pacientes.
As autoridades seguem apurando os fatos para garantir justiça e melhorias no sistema de atendimento.
O plantonista Odiley Rodrigues Souza, investigado pela morte de Alessandro Sidinei Braga, de 38 anos, confessou à Polícia Civil que forjou uma cena de suicídio após a morte do paciente em uma clínica de reabilitação no bairro Jardim Primavera, em Cuiabá. Alessandro realizava tratamento para esquizofrenia e morreu no último domingo (31). Os funcionários encontraram a vítima com uma corda enrolada no pescoço. Inicialmente, Odiley afirmou que Alessandro teria cometido suicídio por enforcamento. Em depoimento, ele chegou a relatar que retirou a vítima de uma janela. Contudo, a versão perdeu força após a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) encontrar incompatibilidades entre a cena apresentada e os vestígios coletados no local.

