Uma jovem transexual de 18 anos, identificada como Rihanna Alves, foi assassinada na Bahia. Um motorista de aplicativo, de 19 anos, confessou o crime após um desentendimento ocorrido durante um encontro. O caso, que segue sob investigação, gerou grande repercussão após o suspeito ter sido liberado pela polícia, mesmo após entregar o corpo da vítima na delegacia.
Motorista confessa crime e entrega corpo
Segundo o depoimento do motorista, ele contratou Rihanna para um programa sexual. Durante o trajeto entre Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, os dois teriam discutido. O suspeito alegou ter aplicado um golpe conhecido como “mata-leão” na vítima. Em seguida, ele dirigiu até a delegacia mais próxima com o corpo no veículo e relatou o ocorrido. No entanto, a polícia o liberou por considerar que não havia elementos suficientes para prisão em flagrante.
Polícia investiga circunstâncias do assassinato
A Polícia Civil iniciou as investigações para esclarecer as circunstâncias exatas do assassinato. Exames periciais serão cruciais para determinar o que aconteceu dentro do carro. Os investigadores também analisarão possíveis sinais de violência e ouvirão novas testemunhas. A morte de Rihanna Alves reacendeu o debate sobre a vulnerabilidade de pessoas trans e a necessidade de maior proteção a esse público.
Repercussão e pedido de justiça
Familiares e representantes da comunidade LGBTQIA+ exigem respostas rápidas e justiça para Rihanna. Grupos de defesa dos direitos humanos pedem a prisão preventiva do motorista, argumentando que a liberação de um confesso fragiliza o processo e pode colocar outras pessoas em risco. O caso ganhou força nas redes sociais, com internautas clamando por rigor em crimes com motivação transfóbica.
Perguntas frequentes
A polícia entendeu que não havia elementos suficientes para caracterizar flagrante e optou por liberá-lo enquanto investiga o caso.
Segundo o depoimento do motorista, ocorreu um desentendimento durante o trajeto, mas a polícia ainda apura a veracidade dessa versão.
Sim. Após a conclusão das perícias e do inquérito, o Ministério Público pode pedir a prisão preventiva caso identifique risco ou agravantes.

