Um policial federal de 53 anos, réu por homicídio e tentativa de homicídio em um incidente ocorrido em 2016, continua em atividade na corporação. Entre novembro de 2020 e fevereiro de 2025, ele recebeu mais de R$ 22 mil em gratificações e diárias. Sua condenação anterior, de 24 anos de prisão, foi anulada por erro processual, e ele aguarda um novo julgamento. Apesar da gravidade das acusações, o agente permanece atuando na estrutura da Polícia Federal.
Funções e atividades recentes do agente
Atualmente, o policial está lotado na Diretoria de Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (Dicor) da PF, onde atua há nove anos. Durante esse período, ele ministrou cursos sobre gestão de crise e segurança em diversas cidades. Ele também participou de eventos e treinamentos nacionais. As viagens, com duração média de cinco dias, geraram pagamentos de aproximadamente R$ 2 mil por deslocamento.
Entenda as gratificações recebidas
A remuneração extra foi concedida através da Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso (GECC). Este benefício é destinado a servidores que realizam atividades específicas em caráter eventual. Embora o salário individual não seja divulgado no Portal da Transparência por questões de segurança, um agente especial pode receber um valor base significativo, com adicionais por tempo de serviço.
Situação judicial após o incidente de 2016
Após o ocorrido em 2016, o policial se apresentou às autoridades, alegando ter agido em legítima defesa. O caso, no entanto, segue em andamento e será novamente analisado pelo Tribunal do Júri. A anulação da primeira condenação reabre o processo para uma nova avaliação judicial.
Perguntas frequentes
Porque sua condenação foi anulada e ele aguarda novo julgamento.
De diárias e gratificações da GECC por cursos ministrados.
Não. A PF restringe dados para preservar operações e servidores.

