O vice-presidente do Superior Tribunal Militar (STM), ministro Francisco Joseli Parente Camelo, entrou com uma petição para impedir o depoimento de seu irmão, Francisco Joseni Parente Camelo, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) do INSS. A ação visa evitar que o irmão seja exposto no colegiado, argumentando que os esclarecimentos já prestados anteriormente são suficientes.
Ministro contesta convocação
Na petição enviada ao senador Carlos Viana, presidente da CPMI, o ministro Joseli Camelo alega que tanto uma petição quanto uma escritura pública já foram apresentadas, tornando o depoimento de seu irmão desnecessário. A manobra busca reforçar a narrativa de que novas informações não seriam adicionadas ao processo.
Suspeitas financeiras aumentam pressão
A convocação de Francisco Joseni ganhou força após a revelação de que ele teria recebido cerca de R$ 731 mil de fontes investigadas na chamada “Farra do INSS”. Os valores teriam sido repassados por José Lins de Alencar Neto e pela empresa AAPEN Processamento de Dados Cadastrais. Essas transações levantaram suspeitas de ligações financeiras com o esquema de fraudes em benefícios previdenciários.
Impasse político e jurídico
A contestação do ministro cria um impasse entre os poderes Legislativo e Judiciário. Enquanto a CPMI considera o depoimento de Francisco Joseni crucial para esclarecer possíveis conexões com os investigados, a ação do ministro busca proteger um familiar. A decisão sobre manter ou não a convocação agora recai sobre o comando da Comissão, que avalia caminhos alternativos para avançar nas investigações.
Perguntas frequentes
Ele alega que seu irmão já apresentou todos os esclarecimentos necessários anteriormente.
A suspeita é de que ele tenha recebido valores ligados a investigados na “Farra do INSS”.
Sim, a decisão final é da Comissão, que pode considerar o depoimento relevante para as investigações.

