Um grave acidente em uma escola de Cuiabá resultou na amputação do dedo de um menino de 8 anos. O incidente, ocorrido na Escola Municipal Agostinho Simplício de Figueiredo, levanta sérias questões sobre os procedimentos de emergência e o transporte de pacientes em situações críticas. A forma como o atendimento inicial foi prestado gerou indignação e preocupação entre pais e responsáveis.
Atendimento inicial e transporte questionáveis
O acidente aconteceu quando o dedo do estudante ficou preso na porta da escola. Após o ferimento, o menino foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Leblon. No entanto, a equipe médica teria guardado o fragmento do dedo em um pano de limpeza, sem a refrigeração adequada. Posteriormente, o transporte para o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) foi realizado por meio de um carro de aplicativo, o que aumentou a revolta da família.
Riscos e responsabilidade no caso
A mãe do garoto relatou que o fragmento do dedo estava na mochila do filho quando ela chegou à unidade de saúde. Apesar de o hospital ter realizado o procedimento de reimplantar o dedo, o risco de rejeição é considerado alto devido ao armazenamento inadequado do tecido. A advogada da família classificou o episódio como revoltante e apontou a possibilidade de responsabilização civil e criminal dos envolvidos, cobrando maior preparo das equipes escolares para emergências.
Posicionamento da Secretaria de Educação
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação lamentou o ocorrido e informou que prestou apoio à família durante o atendimento. A direção da escola confirmou que o aluno responsável pelo ferimento recebeu uma advertência. O órgão reiterou seu repúdio a qualquer forma de violência e disponibilizou os canais de ouvidoria para apurações detalhadas sobre o caso.
Perguntas frequentes
O dedo do menino foi decepado ao ser preso por um colega na porta da escola.
Porque o fragmento não foi armazenado corretamente e ficou sem refrigeração.
Sim, o aluno envolvido recebeu advertência, segundo a Secretaria de Educação.

