A prefeitura de Várzea Grande, Mato Grosso, declarou que um rombo de R$ 120 milhões nas contas públicas motivou a elaboração de um decreto de calamidade financeira. A prefeita Flávia Moretti (PL) informou que a equipe econômica finaliza o documento, que surge em meio a dívidas acumuladas, queda na arrecadação e gastos não previstos no orçamento. A administração municipal enfrenta um dos períodos mais críticos dos últimos anos.
Dívidas herdadas e despesas extras pressionam o caixa
A gestão atual identificou dívidas deixadas pela administração anterior, o que contribuiu significativamente para o déficit. Além disso, reformas de prédios públicos e outras intervenções realizadas ao longo do ano não estavam previstas no orçamento. Como resultado, a prefeitura precisou remanejar recursos e ampliar o controle sobre despesas emergenciais. A crise é simultaneamente orçamentária e financeira, exigindo medidas imediatas.
Câmara reduz pedido de remanejamento e limita ações
A prefeita explicou que solicitou à Câmara Municipal autorização para remanejar 10% do orçamento, mas os vereadores aprovaram apenas 5%. Essa redução dificultou a reorganização financeira e obrigou o governo a priorizar ações essenciais. Entre as demandas excluídas do planejamento inicial, estão obras na sede da Câmara, melhorias na estrutura da Guarda Municipal e intervenções em prédios públicos que exigiram resposta rápida.
Decreto depende de estudos técnicos antes da publicação
Mesmo com o cenário adverso, Flávia Moretti afirmou que aguarda os estudos da Secretaria de Gestão Fazendária para concluir o decreto de calamidade. Ela destacou que, embora ainda não exista uma data definida, a decisão deve ser anunciada assim que os técnicos finalizarem a análise completa. Desse modo, o município tenta reorganizar as contas e retomar o equilíbrio fiscal.
Perguntas frequentes
O déficit chega a R$ 120 milhões.
Não. A prefeita pediu 10%, mas os vereadores autorizaram apenas 5%.
Ainda não. Ele depende da conclusão dos estudos técnicos.

