O vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, avaliou positivamente a decisão dos Estados Unidos de reduzir tarifas de importação sobre produtos brasileiros. Ele destacou que a medida, que diminuiu as taxas de 50% para 40% em itens como café, carne e frutas, representa um passo importante para o comércio bilateral. No entanto, Alckmin ressaltou que o governo brasileiro continuará buscando ampliar o acesso a novos mercados e reduzir barreiras ainda existentes.
Alívio tarifário é um avanço
Alckmin considerou o corte nas tarifas um gesto relevante, mas apontou que a taxa de 40% para o café, principal produto exportado pelo Brasil aos EUA, ainda limita o potencial de crescimento das vendas. Ele defende negociações firmes para eliminar barreiras que considera incompatíveis com o papel estratégico do Brasil como fornecedor global.
Impacto para o consumidor americano
O vice-presidente também enfatizou que taxas elevadas prejudicam tanto produtores brasileiros quanto consumidores americanos. Ele citou dados recentes que indicam um aumento de quase 20% no preço do café nos Estados Unidos em comparação ao ano anterior. Para Alckmin, a redução de tarifas beneficia ambos os países, pois o consumidor final é quem arca com os custos quando políticas comerciais encarecem produtos essenciais.
Exportações brasileiras em alta
Durante sua agenda, Alckmin celebrou o forte momento de expansão do comércio exterior brasileiro. Ele informou que, entre janeiro e outubro, o Brasil atingiu um recorde histórico de US$ 290 bilhões em exportações. Somente em outubro, as vendas externas cresceram 9,1%. O vice-presidente também mencionou a abertura de cerca de 500 novos mercados e a assinatura de acordos que fortalecem a presença dos produtos brasileiros no cenário internacional.
Perguntas frequentes
A tarifa foi reduzida de 50% para 40% sobre itens como café, carne e frutas.
O vice-presidente considera que a taxa de 40% ainda prejudica a competitividade dos produtos brasileiros no mercado americano.
O Brasil registrou um recorde histórico de US$ 290 bilhões em exportações entre janeiro e outubro, com crescimento de 9,1% em outubro.

