Cáceres recebeu mais de 6 mil pessoas entre 10 e 12 de novembro durante a COP Pantanal – Saberes e Ações pelo Clima e, dessa forma, transformou a cidade no principal centro de debates sobre meio ambiente e mudanças climáticas de Mato Grosso. O evento atraiu pesquisadores, gestores, lideranças comunitárias, empreendedores, estudantes e representantes da sociedade civil, que se reuniram para fortalecer a proteção do Pantanal e impulsionar políticas climáticas integradas.
A construção de marcos ambientais e o avanço das políticas públicas
Durante a programação, as autoridades anunciaram dois marcos legislativos que ampliam o reconhecimento do bioma. A Lei Municipal nº 3.376/2025 institui o Dia Municipal do Pantanal em 12 de novembro, enquanto a Lei Municipal nº 3.375/2025 cria o Dia Municipal do Rio Paraguai em 14 de novembro. Além disso, a conferência promoveu a audiência pública da Carta do Pantanal, documento elaborado coletivamente e que será apresentado na COP 30, em Belém. Assim, o evento mostrou como funciona não apenas como um espaço de diálogo, mas também como ambiente de construção prática de políticas públicas.
O protagonismo juvenil e a força da mobilização estudantil
A COP Pantanal Mirim assumiu papel central na programação e envolveu 2.400 crianças, enquanto outras mil participaram de atividades paralelas. Ao todo, 24 escolas urbanas e seis rurais desenvolveram ações ligadas a clima, sustentabilidade e responsabilidade ambiental. Além disso, a conferência estruturou seus debates em quatro eixos — Água, Fogo, Pesca e Justiça Climática — para aproximar ciência, educação e cotidiano regional. Como resultado, o evento fortaleceu o protagonismo juvenil e reforçou a necessidade de envolver as novas gerações na defesa do Pantanal.
A inovação tecnológica como caminho para soluções ambientais
Antes da abertura oficial, o Impact Hub Cuiabá promoveu o Hackathon – Soluções Climáticas, realizado nos dias 8 e 9 de novembro, e reuniu profissionais de tecnologia, negócios, design e sustentabilidade. Os participantes avançaram por cinco etapas, desde o lançamento do desafio até a apresentação dos protótipos finais. Com isso, a iniciativa mostrou como a inovação tecnológica pode gerar alternativas aplicáveis ao bioma e aproximar universidades, empreendedores e instituições públicas em torno de uma agenda ambiental moderna e colaborativa.
A COP Pantanal reuniu 2.700 inscritos, 600 membros do Comitê Popular do Rio Paraguai e ainda apresentou 225 trabalhos de pesquisa. Unemat, IFMT, INPP e Impact Hub coordenaram o evento, que recebeu apoio de instituições públicas, universidades, coletivos ambientais, associações pesqueiras e órgãos federais. Portanto, a conferência reforça o compromisso regional com a proteção do Pantanal e fortalece a construção de uma agenda climática integrada e contínua para Mato Grosso.
Perguntas frequentes
Perguntas frequentes
O evento reúne milhares de participantes, integra diversas instituições e propõe ações práticas para enfrentar desafios climáticos.
Sim. Elas ampliam a visibilidade do bioma e estimulam iniciativas de educação ambiental e pesquisa científica.
Porque a formação das novas gerações garante continuidade às políticas ambientais e reforça a consciência climática desde cedo.

