Uma sessão na Câmara de Cuiabá tomou um rumo inesperado com a apresentação de um projeto de lei que, em vez de debates sérios, provocou risos e desconforto entre os parlamentares. A proposta, de autoria do vereador Rafael Ranalli (PL), visava proibir o atendimento médico-hospitalar de bonecas “bebê reborn” nas unidades de saúde da cidade. A iniciativa gerou uma crise de risos na primeira-secretária da Casa, Katiuscia Mantelli (PSB), que não conteve a reação ao ler o conteúdo.
Projeto de lei sobre bonecas
O projeto de lei busca impedir que bonecas hiper-realistas, conhecidas como “bebê reborn”, recebam atendimento em unidades de saúde como se fossem bebês de verdade. A proposta rapidamente se tornou alvo de humor no plenário. Katiuscia Mantelli, ao ler o texto, não conseguiu disfarçar a surpresa e pediu que a presidente da Câmara, Paula Calil (PL), continuasse a leitura. A reação causou desconforto em alguns vereadores, incluindo o autor da proposta.
Reação do autor e anulação da votação
Rafael Ranalli reagiu às risadas, lembrando que em outras cidades pessoas tentaram furar filas de saúde usando esses bonecos. Ele defendeu o projeto como uma medida para evitar o mau uso de recursos públicos. No entanto, a votação do projeto foi anulada por falta de quórum. A proposta também recebeu parecer negativo da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que apontou falhas na sua formulação, enfraquecendo sua chance de avanço.
Debate sobre prioridades legislativas
O episódio levantou discussões sobre o foco das pautas apresentadas no legislativo. Embora o tema tenha sido tratado com ironia, ele trouxe à tona a questão do uso de recursos públicos no sistema de saúde. A situação também destacou a importância da escolha de temas que realmente impactem a vida dos cidadãos de Cuiabá.
Perguntas frequentes
O projeto visava proibir o atendimento médico-hospitalar de bonecas “bebê reborn” nas unidades de saúde de Cuiabá.
A proposta gerou risos, especialmente de Katiuscia Mantelli, que não conseguiu disfarçar o desconforto, levando a uma repreensão de Rafael Ranalli.
A votação foi anulada por não atingir o quórum mínimo, e o projeto recebeu parecer contrário da CCJ.

