O vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, expressou preocupação com o fato de o estado liderar o ranking nacional de feminicídios pelo segundo ano consecutivo. Em 2025, 39 mulheres foram assassinadas, consolidando Mato Grosso como o estado mais violento para mulheres no país.
O lar como palco da violência
Grande parte dos feminicídios registrados em Mato Grosso ocorre dentro das próprias residências das vítimas. Em muitos casos, o agressor é o companheiro ou ex-companheiro. O ambiente que deveria representar segurança se transforma em cenário de medo e tragédia.
O controle do Estado, nessas situações, é limitado, pois o crime acontece longe dos olhos públicos. Muitas vítimas não conseguem medidas protetivas ou acabam assassinadas antes que elas sejam efetivadas. Isso reforça o desafio das autoridades em atuar de forma preventiva.
Mato Grosso no topo do ranking nacional
O estado lidera o ranking de feminicídios desde 2023. A taxa de mortes por 100 mil mulheres é uma das mais altas do país, superando a média nacional. Especialistas apontam que o problema é resultado de uma combinação de fatores, como desigualdade social e falhas no sistema de proteção.
Mesmo com o avanço das políticas públicas e campanhas de conscientização, a violência de gênero segue enraizada. A falta de estrutura e a demora nos processos judiciais também dificultam a resposta rápida do poder público.
Medidas e a necessidade de ação
O governo estadual e o Judiciário têm buscado maneiras de sensibilizar a sociedade. Uma das ações foi o plantio de ipês em homenagem às vítimas de feminicídio. Apesar da força do gesto, ele não substitui a urgência de políticas efetivas e permanentes que salvem vidas.
Enquanto o número de mulheres mortas cresce, especialistas alertam que combater o feminicídio exige mais do que resolver casos após o crime — é preciso investir em prevenção, acolhimento e educação social.
Perguntas frequentes
Porque é onde o agressor exerce controle e intimidação sem testemunhas.
Falta integração entre políticas públicas, justiça e conscientização social.
Elas ajudam a manter o tema em debate, mas não substituem ações práticas.

