Uma apresentação durante o “Bloco da Laje” em Porto Alegre, no último domingo (26/01), incendiou debates nas redes sociais e reacendeu questões sobre os limites entre arte e respeito religioso. A performance, que fez parte do evento “Carnaval Sublime”, retratou Jesus Cristo em um striptease até ficar de fio-dental, enquanto foliões cantavam a marchinha “Vamos tirar Jesus da cruz”. O episódio, que inicialmente provocou euforia na multidão presente, gerou indignação de grupos religiosos e políticos locais.
Carnaval polêmico em Porto Alegre transforma performance de Jesus em fio-dental em debate nacional; VEJA VÍDEO pic.twitter.com/qynAXGrY9S
— O Matogrossense (@o_matogrossense) January 27, 2025
Uma performance que dividiu opiniões
A cena inusitada começou com um folião, caracterizado como Jesus, subindo em uma árvore e encenando um striptease ao som de uma marchinha provocativa. No final da apresentação, ele desceu e foi carregado pelos braços da multidão, causando aplausos e entusiasmo no bloco. No entanto, a repercussão online foi imediata e intensa, com diversas críticas sobre a suposta falta de respeito ao cristianismo.
Nas redes sociais, líderes religiosos e políticos expressaram repúdio à performance. Alguns afirmaram que o ato ultrapassou os limites da liberdade artística e desrespeitou a fé cristã. O vereador Ramiro Rosário (PSDB) declarou: “Este ato de zombaria não tem espaço em um estado laico que deve respeitar todas as crenças”.
A Unisinos entra no centro da polêmica
A situação ganhou um novo desdobramento quando internautas associaram a performance a um professor da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), instituição jesuíta privada. A hashtag #Unisinos ficou entre os assuntos mais comentados no Twitter, com usuários exigindo que o suposto docente fosse demitido.
Nesta segunda-feira (27/01), a Unisinos divulgou uma nota oficial negando que o responsável pela postagem do vídeo esteja vinculado ao quadro de professores da universidade. A instituição reforçou seu compromisso com os valores cristãos e condenou a disseminação de informações falsas nas redes sociais. De acordo com a nota, “o compartilhamento de informações falsas é crime” e prejudica a reputação de uma entidade com mais de 50 anos de história.
Arte ou desrespeito? O debate continua
O caso levanta um velho dilema sobre a liberdade de expressão artística e os limites do respeito às crenças religiosas. Para muitos, o carnaval é um espaço para o humor e a crítica social, enquanto outros enxergam na performance um ataque direto aos valores cristãos.
Episódios semelhantes têm sido frequentes em eventos culturais no Brasil, especialmente durante o carnaval, um período marcado por irreverência. Especialistas em cultura popular apontam que tais performances têm a intenção de provocar reflexões, mas reconhecem que podem ferir sensibilidades.
Portanto, independentemente do lado, a polêmica evidencia como manifestações artísticas podem facilmente se transformar em debates públicos, sobretudo na era das redes sociais.
Perguntas frequentes
Perguntas frequentes
No carnaval de Porto Alegre, um folião vestido como Jesus Cristo realizou um striptease, terminando de fio-dental, enquanto a plateia o carregava nos braços. A cena provocou revolta em grupos religiosos e gerou intenso debate online.
A Unisinos respondeu às acusações e afirmou categoricamente que a pessoa responsável pela postagem do vídeo não integra o quadro de professores da instituição. A universidade ainda repudiou a disseminação de informações falsas que associaram seu nome ao caso.
As opiniões estão divididas. Algumas pessoas enxergaram o ato como uma expressão artística e crítica social típica do carnaval, enquanto outras o consideraram um desrespeito direto às crenças cristãs.

