Uma mulher de 53 anos foi presa nesta sexta-feira (29/11) após simular o próprio sequestro para roubar R$ 30 mil de seu marido e fugir para começar uma nova vida. Ela usou uma ferramenta de inteligência artificial (IA) para redigir uma mensagem de sequestro, imitando a linguagem de criminosos para causar pânico no companheiro. A trama foi desmascarada pelas investigações da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
O golpe planejado: roubo e fuga
O casal, natural de Araguari (MG), morava temporariamente em Planaltina (DF) por motivos profissionais. Em 27 de novembro, a mulher informou ao marido que faria uma viagem de carro para Araguari. No entanto, ela permaneceu na cidade, dando início ao seu plano. No dia seguinte, 28 de novembro, a mulher enviou uma mensagem ao marido, fingindo ser vítima de um sequestro.
Ela usou uma ferramenta de IA para gerar uma mensagem ameaçadora, que imitava o estilo de criminosos. A mensagem exigia R$ 30 mil e afirmava que os “sequestradores” haviam levado outros bens do casal, como o carro, a televisão e uma airfryer. A mulher criou um cenário de terror para pressionar o marido a pagar a quantia exigida.
Inteligência Artificial como ferramenta do crime
A mulher usou a inteligência artificial para criar uma mensagem convincente, que parecia ter sido escrita por criminosos. A IA permitiu que ela gerasse um texto que combinava com o estilo ameaçador esperado em situações de sequestro, o que aumentou a verossimilhança do golpe. Assim, ela enviou várias mensagens ao marido, mantendo-o em um estado de pânico e forçando-o a tentar transferir o dinheiro solicitado.
Este uso de IA para cometer crimes é uma novidade no campo da fraude. Ferramentas como essa permitem a criação de textos complexos e convincentes, o que torna mais difícil para as vítimas perceberem a fraude. No entanto, a vítima, ao perceber a gravidade da situação, procurou a Delegacia de Polícia, que acionou a Coordenação de Repreensão dos Crimes Patrimoniais (Corpatri) para investigar o caso.
Golpe do sequestro falso
A polícia iniciou uma investigação rápida e, em 29 de novembro, prendeu a mulher em flagrante, acusada de extorsão e falsificação de comunicação de crime. Então, durante o interrogatório, ela confessou que planejou o golpe para fugir com o dinheiro e recomeçar a vida em outro lugar.
As mensagens, apesar de assustadoras, foram um engano planejado e executado pela mulher. A PCDF usou tecnologia e investigação tradicional para identificar o golpe e prender a criminosa. A colaboração entre diferentes unidades da polícia foi fundamental para resolver o caso rapidamente.

