Acusada de estelionato, lavagem de dinheiro, pirâmide financeira e associação criminosa, empresária enfrenta processo após esquema que lesou clientes em Cuiabá.
O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, aceitou a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e tornou ré a empresária Taiza Tossat Eleoterio. A Justiça identificou que Taiza aplicou golpes que ultrapassaram R$ 2,5 milhões em prejuízo para clientes. A empresária agora responderá por crimes de estelionato, lavagem de dinheiro, crime contra a economia popular e associação criminosa. O juiz proferiu a decisão na última segunda-feira, dia 25 de novembro de 2024.
Esquema de pirâmide financeira lesou vítimas em Mato Grosso
Taiza Tossat Eleoterio liderou um esquema de pirâmide financeira por meio de sua empresa DT Investimentos. Ela usou as redes sociais para atrair investidores, mostrando uma imagem de sucesso e prometendo lucros que variavam entre 2% e 6% ao dia, dependendo do valor investido. Então, essas promessas convenceram muitas vítimas a investir quantias iniciais superiores a R$ 100 mil.
Nos primeiros meses, Taiza entregava os retornos financeiros prometidos, aumentando a confiança das vítimas e incentivando novos investimentos. Com o tempo, porém, ela interrompeu os pagamentos e ignorou os pedidos de devolução dos valores. O esquema deixou dezenas de pessoas em prejuízo.
Polícia Civil prendeu Taiza durante a Operação Cleópatra
Em 31 de outubro de 2024, a Polícia Civil deflagrou a Operação Cleópatra para desarticular o esquema. Os agentes prenderam Taiza no aeroporto de Sinop, onde ela desembarcava após uma viagem ao Nordeste. A polícia apreendeu na residência da empresária carros de luxo, joias, anabolizantes e cheques que somavam mais de R$ 400 mil. Além disso, os investigadores identificaram a participação de um médico e um ex-policial federal no esquema, ambos atuando como sócios na DT Investimentos.
Após a prisão, o juiz Mirko Vincenzo Giannotte, de Sinop, transformou o flagrante em prisão preventiva para preservar a ordem pública. No entanto, a juíza Débora Roberta Pain Caldas revogou a preventiva semanas depois, permitindo que Taiza respondesse ao processo em liberdade. A empresária agora cumpre medidas restritivas, como o uso de tornozeleira eletrônica e a obrigação de comparecer mensalmente ao Fórum.
Denúncia avança e justiça prossegue com o caso
Com o recebimento da denúncia, Taiza passa a responder formalmente pelas acusações de estelionato, lavagem de dinheiro, pirâmide financeira e associação criminosa. Assim, o processo seguirá para a fase de instrução, onde a Justiça ouvirá testemunhas e avaliará as provas apresentadas pelo MPMT e pela defesa.

